APAV recebe Prémio D. António Francisco dos Santos

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A APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima é a entidade distinguida, em 2019, com o Prémio D. António Francisco dos Santos, no valor de 75 mil euros.

O Presidente da APAV, João Lázaro, em declarações à Rádio Renascença, descreve a distinção como «um reconhecimento que muito honra a instituição» e que «vem encorajar a APAV», dando-lhe «mais responsabilidade pelo trabalho que faz há quase 30 anos no apoio a quem é vítima de crime, designadamente as vítimas dos crimes mais complexos, as mais vulneráveis e, muitas vezes, as vítimas em situação de maior desfavorecimento» .

João Lázaro diz que o galardão «significa também o reconhecimento e a visibilidade desse reconhecimento por parte de instituições ligadas à comunidade católica», que em seu entender «honra a parceria que a APAV tem realizado de uma forma informal ao longo dos anos com todas as comunidades, em que há vítimas de crime». Segundo a associação, o prémio destaca, por outro, lado «os valores e princípios» de uma instituição que «serve todas as comunidades e que é claramente uma associação não confessional». 

Em 2018, a distinção foi entregue a duas iniciativas do Serviço Jesuíta aos Refugiados - ao Centro S. Cirilo e ao Centro de acolhimento/atendimento Santo António do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) do Porto.

Fonte: Rádio Renascença

Fact-checking: A Vítima de Crime e os Compromissos do Programa do XXI Governo Constitucional

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Com o fim da presente legislatura, a APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima apresenta o documento de fact checking A Vítima de Crime e os Compromissos do Programa do XXI Governo Constitucional, numa abordagem de verificação do cumprimento dos compromissos do XXI Governo Constitucional (2015-2019), selecionados a partir do Programa do Governo.

A verificação do grau de cumprimento destes compromissos passa pelo conhecimento documental e factual da realidade portuguesa, através das parcerias estabelecidas pela APAV e de um posicionamento proativo na promoção e defesa dos direitos das vítimas de crime.

Portugal está a ser objeto de um processo por infração (infringment procedure, pag. 18), iniciado em Julho de 2019 por parte da Comissão Europeia, pela não aplicação de várias disposições da Diretiva das Vítimas (Diretiva 2012/29/EU): “Os Estados-Membros que recebem cartas de notificação para cumprir não aplicaram várias disposições da referida diretiva, como o direito das vítimas serem informadas sobre os seus direitos e sobre o processo, ou o direito de apoio e proteção”. A APAV tem alertado as autoridades nacionais e europeias sobre as falhas e o incumprimento da transposição e aplicação efetiva da Diretiva das Vítimas.

Neste sentido, enquanto organização nacional de solidariedade social sem fins lucrativos de apoio às vítimas de todos os crimes, a APAV cumpre uma das suas funções de organização da sociedade civil: vigiar os poderes públicos na execução da sua ação.

 

Documento | Fact-checking: A Vítima de Crime e os Compromissos do Programa do XXI Governo Constitucional

Assembleia da República recebe desfile #A Violência Não Está na Moda

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Convite TS A1

A Assembleia da República acolhe, no próximo dia 17 de setembro, o desfile de moda “A violência não está na moda”, uma iniciativa organizada em parceria com a APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima e o Movimento Mulheres de Vermelho. A iniciativa visa a sensibilização do público para a valorização social das mulheres que são vítimas de violência doméstica. Trata-se de uma chamada de atenção para um problema social dramático em Portugal.

“A violência não está na moda” é um evento no qual estarão reunidas, não só manequins profissionais, mas também outras mulheres com papéis de responsabilidade política e social na sociedade, assim como mulheres que foram acompanhadas pela APAV. As participantes do desfile de moda serão vestidas por uma nova marca portuguesa na área da economia circular, que tem como missão o zero desperdício têxtil e o upcycling, integrando e reinventando na sua confeção técnicas tradicionais como o patchwork. A coleção, que será cedida para o desfile, apresenta uma visão que promove a sustentabilidade do nosso planeta e dá continuidade ao compromisso social de apoio no combate à violência doméstica.

Neste mesmo dia serão disponibilizados quatro pontos de recolha de desperdício têxtil pela DariAcordar/Desperdício Zero numa iniciativa conjunta com a Assembleia da República. A iniciativa terá lugar no dia 17 de setembro às 18H30. A presença no desfile de moda é sujeita a convite endereçado pelas entidades organizadoras.

17 de setembro | 18h30 | Centro de Acolhimento ao Cidadão (Refeitório dos Monges)

Para solicitar credencial/convite:
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Carolina Reis vence Prémio APAV para o Jornalismo 2018

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A jornalista Carolina Reis, do jornal Expresso, é a vencedora da primeira edição do Prémio APAV para o Jornalismo, com a peça «Filhos da Violência».

O júri enalteceu a originalidade do trabalho premiado, que dá destaque a um tema pouco abordado pela Comunicação Social: as consequências da violência doméstica perpetuadas nos filhos e filhas das vítimas, levantando a questão da consideração destas crianças como vítimas diretas de crime.

A cerimónia de entrega do Prémio APAV para o Jornalismo realizou-se no dia 9 de setembro na Casa da Imprensa, em Lisboa.

Após a entrega, decorreu uma conversa entre a jornalista Carolina Reis e o painel de jurados do Prémio - constituído por Álvaro Laborinho Lúcio (Associado-Fundador e Presidente da Mesa da Assembleia Geral da APAV), Sofia Branco (Presidente do Sindicato dos Jornalistas) e André Sendin (Presidente da Escola Superior de Comunicação Social).

O Prémio APAV para o Jornalismo tem um valor monetário de 1.500 euros e conta com o apoio da Fundação Montepio, bem como com o apoio da Casa da Imprensa. O trabalho «Filhos da Violência» pode ser consultado aqui.

Dia da Lembrança das Vítimas do 11 de setembro

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Relembra-se, a 11 de setembro, o evento que mudou a perspetiva da segurança global como hoje a conhecemos.

Em 2001, perto das nove horas da manhã, em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, um avião embatia contra as Torres Gémeas, mesmo no coração da cidade. Seria o início de um dia negro, que veio a vitimar milhares de pessoas e centenas de bombeiros e polícias, que se haviam prestado imediatamente para socorrer os que tentavam sobreviver a este ato de terror.

O dia 11 de setembro de 2001 fica marcado como o pior atentado terrorista da história mundial contemporânea. Os seus efeitos ainda hoje são sentidos na circulação de pessoas e bens por todo o mundo, pelo início de uma série de conflitos armados e por uma nova perspetiva do terrorismo que passou a prevalecer como algo que passa a afetar o cidadão comum e não apenas alvos militares ou estratégicos. Passados 18 anos, este evento continua a marcar vítimas, seus/suas familiares e amigos/as, muito para além da cidade de Nova Iorque.

A APAV, através do trabalho conjunto que tem realizado com organizações internacionais de apoio a vítimas de terrorismo, junta-se solidariamente a este dia de lembrança, especialmente à organização VOICES OF SEPTEMBER 11th, que tem desempenhado um papel fundamental ao não fazer esquecer as vítimas deste atentado. Ao longo destes anos, a VOICES tem providenciado apoio concreto e efetivo às necessidades das pessoas afetadas por este ato. A dedicação de Mary Fetchet, fundadora da organização e mãe de uma das vítimas mortais do atentado, é um exemplo de determinação e entrega à causa das vítimas de terrorismo.

A APAV relembra que desde 11 de setembro de 2001 foram vitimados mais de 15 portugueses em diversos atentados terroristas, em várias partes do mundo. O apoio às vítimas de terrorismo é, mais do que uma necessidade, um direito.

Se foi vítima de terrorismo, ou se for familiar ou amigo/a de uma vítima de terrorismo, entre em contacto com a APAV através do 116 006 (chamada gratuita, 9h-21h, dias úteis).