• banner CARE 404x132 v2

5 Dezembro | Dia Internacional do/a Voluntário/a

Publicado .

Assinala-se, a 5 de dezembro, o Dia Internacional do/a Voluntário/a. Instituído pela Assembleia Geral da ONU, este dia reforça a importância da valorização de todos os membros da sociedade civil que se aliam, de forma livre e espontânea, para prestar um apoio contínuo aos indivíduos mais desfavorecidos e vulneráveis da sua comunidade.

Esta data consagra, para nós, a intenção de dar voz e expressão às iniciativas de voluntariado nacional e internacional, procurando atribuir-lhes a visibilidade e o mérito justos, pelo impulso que representam no trabalho da APAV; pela ação conjunta para a promoção da igualdade, da coesão, da beneficência e da justiça cívica.

A APAV assume o privilégio de poder contar, desde a fundação, com uma colaboração ampla e contínua de voluntários/as, que atuam de forma desinteressada e gratuita ao serviço da missão e visão da instituição no apoio às vítimas de crime, seus familiares e amigos/as. Contamos hoje com cerca 280 pessoas voluntárias, com idades compreendidas entre os 18 e os 79 anos, distribuídas de forma generalizada por todo o território nacional. Sem a sua colaboração, não nos seria permitido, de igual modo, apoiar as mais de 317 mil vítimas de crime que beneficiaram dos serviços da APAV ao longo de mais de 28 anos.

A APAV celebra este dia em preservação dos valores humanitários, junto de todos/as aqueles/as que, de forma resiliente, dão expressão a esta iniciativa, destacando a importância crescente do voluntariado como área primordial de intervenção, profusa e fundamental, junto da pessoa vítima de crime. Cada voluntário/a traz um contributo essencial para a nossa atividade na prestação de apoio.

O crescente fluxo de integração de novos/as voluntários/as faz com que seja determinante o contínuo aperfeiçoar de procedimentos de captação e recrutamento. Apresentamo-nos como cada vez mais sensíveis às mudanças e inovações neste setor, bem como à auscultação das necessidades dos voluntários/as - seja pela consideração das suas motivações e aspirações profissionais ou pela boa convivialidade com todos os membros da equipa, preservando o bom entendimento e interpretação dos trabalhos desenvolvidos nos diversos eixos de atuação.

Deixamos, publicamente, o nosso mais profundo manifesto de gratidão, por toda a generosidade demonstrada pelos/as voluntários/as que tornam possível, através da sua força e resiliência, um auxílio cada vez mais alargado às vítimas de crime e de violência.
 

Torne-se Voluntário/a da APAV!

apav.pt/voluntariado

Movimento #respectbattles: combate o ódio com respeito

Publicado .


A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima promove o movimento #respectbattles, uma campanha de sensibilização que tem o objectivo de combater o discurso de ódio. O movimento #respectbattles arrancou com o vídeo inaugural da autoria de Malabá. Cada uma das batalhas tem como alvo quatro crimes de ódio: ódio étnico e racial (Ace); ódio a pessoas LGBTIQ+ (M7); ódio e intolerância religiosa (Papillon); e ódio a imigrantes e refugiados (Estraca).

A campanha é inspirada no conceito das Rap Battles - as batalhas musicais que têm o ódio como génese e nas quais são trocadas ofensas e insultos, à semelhança do que acontece na relação entre quem odeia e quem é alvo desse ódio. Nesta campanha, a luta é contra o ódio e não contra as pessoas. Aqui, os protagonistas são colocados frente-a-frente com as vítimas – e, em vez de gritarem palavras de ódio, gritam palavras de respeito.

Após a contribuição inicial destes rappers, a APAV incentiva todos e todas a partilhar, nas redes sociais, as suas próprias contribuições para o combate ao ódio, sempre com a hashtag #respectbattles.

A campanha Respect Battles foi desenvolvida no âmbito do projeto "Ódio Nunca Mais: Formação e Sensibilização para o Combate aos Crimes de Ódio e Discurso de Ódio". O projeto conta com o cofinanciamento do Programa Direitos, Igualdade e Cidadania/Justiça da União Europeia, com a parceria nacional da Polícia Judiciária e da Procuradoria-Geral da República, bem como com a parceria associada da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, e ainda com organizações europeias parceiras - Faith Matters (Reino Unido), Solidarci (Itália), Swedish Crime Victim Compensation and Support Authority (Suécia), Victim Support Austria (Áustria) e Victim Support Malta (Malta). O movimento Respect Battles será difundido nos países das entidades parceiras.

Ficha Técnica

Diário de Notícias | "469 crianças retiradas às famílias por abusos sexuais"

Publicado .

DN ArquivoGlobalImagens

"O choque dos relatos nos jornais no último ano multiplica-se, mesmo que os pormenores gráficos sejam geridos com pinças. O de um padrasto que aproveitava as saídas de casa da mulher para poder abusar da enteada; o de um casal que começou a violar a filha quando ela tinha apenas 3 anos, ainda em 2017; ou já neste ano, o de um pai que cumpria uma pena com pulseira eletrónica em casa e abusou da filha de 5 anos, que acabou em estado grave no hospital. Um caso que ainda não entra no relatório Casa 2017 da Segurança Social, que traça o retrato dos jovens em risco que estavam em situação de acolhimento no ano passado e que mostra que 469 crianças tiveram de ser retiradas às suas famílias por terem sido vítimas de violência sexual. Abusos que podem ir da linguagem de cariz sexual até às violações, que ainda assim representaram 118 destes casos.

Estas são das situações mais graves vividas pelos jovens que entraram no sistema de acolhimento no ano passado, 2202, e que na maioria dos casos foram vítimas de negligência por parte das famílias: estamos a falar de crianças dos 0 aos 18 anos - embora a proteção agora possa ser estendida até aos 25, se o jovem assim o pedir - que são deixadas entregues a si próprias, ou com irmãos igualmente crianças, por largos períodos de tempo. No total, mais de 7500 jovens em risco (7553, na maioria rapazes) estavam à guarda do Estado no ano passado e mais de metade deles (58%) tinham vivido situações destas em casa. Mas há também casos de negligência ao nível dos cuidados de saúde, sobre crianças doentes ou deficientes que não recebem qualquer tratamento adequado, ou a ausência de cuidados médicos de rotina ou de idas à escola."

Fonte: Diário de Notícias

Relatório CASA 2017 - Caracterização Anual da Situação de Acolhimento das Crianças e Jovens

Assinatura do Protocolo de Cooperação Institucional no Âmbito de Violência Doméstica na região do Algarve

Publicado .

Decorreu no dia 26 de Novembro, na Biblioteca Municipal de Faro, a cerimónia de assinatura do Protocolo de Cooperação Institucional no Âmbito de Violência Doméstica na região do Algarve, que visa a promoção do trabalho em rede entre diversas entidades que na região trabalham com vítimas de violência doméstica.

Integram o protocolo o Ministério Público – Comarca de Faro, a Polícia de Segurança Pública – Comando Distrital de Faro, a Guarda Nacional Republicana – Comando Territorial de Faro, a Polícia Judiciária – Directoria do Sul, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais – Algarve, a Administração Regional de Saúde do Algarve, os Gabinetes Médico-Legais do Sotavento e do Barlavento Algarvio, o Centro Hospitalar Universitário do Algarve, E.P.E, o Centro Distrital da Segurança Social de Faro, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima e as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens do Algarve.

A APAV esteve representada na cerimónia pelas Gestoras dos Gabinetes de Apoio à Vítima de Tavira, Faro, Loulé, Albufeira e Portimão.