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Exposição: "O Virar da Página" | Ponta Delgada | Até 31 de Agosto

A APAV promove, no âmbito das comemorações do 10º aniversário da APAV Açores, a exposição de fotografia "O Virar da Página", de José Sarmento Matos.

A exposição foi inaugurada no dia 10 de Julho e estará patente até 31 de Agosto no Edifício dos CTT (Avenida Antero de Quental, 9), em Ponta Delgada.

"O Virar da Página" é um documentário fotográfico produzido em Portugal, sobre a transformação de pessoas que sofreram crimes violentos, feito em parceria com a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima. Estas pessoas, lutando contra a sua própria vergonha, medo e vulnerabilidade, pediram ajuda à APAV e aceitaram agora expor as suas histórias pessoais, com o principal objectivo de alertar a sociedade para o fenómeno da violência e encorajar todos aqueles que são vítimas a reagirem à situação e a procurarem apoio. Entre Setembro de 2014 e Abril de 2015 foram fotografadas e entrevistadas cerca de 30 pessoas que sofreram de crimes tais como, violência doméstica, tráfico humano, stalking e outras que ficaram traumatizadas pelo assassinato de alguém que lhes era próximo. O projecto não aborda apenas a violência que estas mulheres e estes homens sofreram. Trata essencialmente a forma como as pessoas lidam com os traumas do passado e como estão agora, no presente. Contar estas histórias deu-me a oportunidade de mostrar a que ponto estas pessoas são corajosas, enfrentando uma realidade tão pesada e difícil e como ainda têm força para ultrapassar situações que, por vezes, parece não terem saída.
José Sarmento Matos

APAV recebe visita da delegação da Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania de Cabo Verde

A APAV recebeu no dia 6 de julho a visita de uma delegação da Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania de Cabo Verde. A delegação da Comissão Nacional de Cabo Verde encontra-se em Portugal para conhecer algumas instituições que trabalham com os Direitos Humanos e explorar a possibilidade de parcerias. Na reunião, que teve lugar na Sede da APAV em Lisboa, estiveram presentes Zaida Morais de Freitas (presidente da Comissão Nacional), Arlindo Sanches (assessor jurídico), Frederico Marques (assessor técnico da direção da APAV) e Joana Menezes (assessora técnica do Gabinete de Apoio à Vítima de Lisboa / UAVMD).

APAV recebe visita de delegação turca

A APAV recebeu, no passado dia 11 de Julho, a visita de uma delegação da Turquia. A visita realizou-se no âmbito do projeto "Strenghtening the Victims’ Rights in Criminal Justice System", financiado pela Comissão Europeia, que tem como beneficiário o Ministério da Justiça da Turquia. A delegação turca, composta por 12 pessoas, visitou as instalações de Sede da APAV em Lisboa e ficou a conhecer o modo de funcionamento e os serviços de apoio prestados pela Associação.

Alunos da ESCS desenvolvem campanhas de sensibilização para a APAV

Na sequência do protocolo de colaboração com a ESCS - Escola Superior de Comunicação Social, a APAV desafiou os alunos a criar campanhas de sensibilização. À semelhança do ano passado, os alunos do 3.º ano do curso de licenciatura em Publicidade e Marketing foram desafiados a criar campanhas, no âmbito das disciplinas de Ateliê de Investigação Aplicado à Publicidade e de Ateliê de Agência.

Os dois briefings apresentados aos estudantes abordaram duas temáticas: Bullying e Voluntariado APAV. Dentro de cada tema foi selecionado um grupo que verá a sua campanha na rua. A campanha escolhida para o tema do Bullying foi desenvolvido pelo grupo "Pandas" (Ana Catarina Ribeiro, Ana Ferreira, Andreia Almeida, Daniel Cruz e Luísa Afonso); para o tema do Voluntariado foi seleccionado o trabalho realizado pelo grupo "Pathfinder" (Carolina Nunes, Catarina Monteiro, Inês Queiroga, Mariana Fernandes e Mariana Mateus). Foi ainda destacado o trabalho de um terceiro grupo (CAOS, de Beatriz Pires, Cristiana Soalheiro, Maria Inês Coimbra, Maria João Citério, Miguel Rosa e Sofia Fernandes), que poderá vir a ser adaptado a outro tipo de comunicação.

O Prof. João Barros, da ESCS, afirma que “o balanço [desta parceria] é tão positivo quanto foi nos outros anos. O facto de trazermos um cliente real para dentro da disciplina traz mais-valias inacreditáveis”. As três campanhas seleccionadas serão posteriormente divulgadas publicamente pela APAV.

PÚBLICO | Caso Cova da Moura: falsificação de autos pela polícia não é inédita


Foto: Nuno Ferreira Santos

"Pontapés. Socos. Tiros. Ofensas racistas. Fabricação de factos. Depois de recolhidas e analisadas as provas — exames médicos, relatos de testemunhas, inspecções, entre outras — o Ministério Público (MP) é peremptório no despacho de acusação dos 18 agentes da PSP da esquadra de Alfragide: “de forma inequívoca e sem sombra de dúvida” conclui que os factos descritos nos autos da polícia sobre o que se passou a 5 de Fevereiro de 2015 não se verificaram.

Esses autos foram feitos com o objectivo de incriminar os seis jovens da Cova da Moura (Amadora) que começaram por ser acusados de tentativa de invasão da esquadra naquele 5 de Fevereiro. Dois anos e meio depois, o despacho do MP está escrito de modo a desconstruir a versão apresentada pela polícia, terminando com acusações duras: prática dos crimes de falsificação de documento agravado, denúncia caluniosa, injúria agravada, ofensa à integridade física qualificada, falsidade de testemunho, tortura e outros tratamentos cruéis, degradantes ou desumanos e sequestro agravado. A acusação refere ainda que os agentes da PSP agiram “pelo sentimento de ódio racial, de forma desumana e cruel pelo prazer de causarem sofrimento aos arguidos”.

Fica claro na acusação que a versão que vingou junto do MP foi a mesma que em Fevereiro de 2015 vários dos jovens, entre eles membros da direcção da Associação Moinho da Juventude (Prémio de Direitos Humanos da Assembleia da República), contaram ao PÚBLICO, denunciando que tinham sido vítimas de violência e de ofensas racistas. “Os polícias disseram que nós, africanos, temos de morrer”, relataram. Também contaram que ouviram da boca dos agentes frases como: “Vocês têm sorte que a lei não permite, senão seriam todos exterminados.”

Mas este está longe de ser um caso isolado de violência policial, bem como de fabricação de factos pela polícia, garantem várias fontes ouvidas pelo PÚBLICO. Um funcionário que esteve na área da investigação na Inspecção-Geral da Administração Interna diz que “a falsificação de autos de notícia não é inédita, nem este caso é único”. A acusação é grave porque a PSP é um órgão de polícia criminal e o normal é os tribunais dependerem das suas informações, acrescenta. “A construção dos factos pela polícia num caso destes, em que não se relata a realidade, é uma situação que ocorre mais vezes do que deveria.” Também Mamadou Ba, do SOS Racismo, denuncia que é “prática a fabricação de factos pela polícia” e que o despacho “coloca isso às claras”.

António Brito Guterres, investigador do ISCTE e um dos membros do Observatório do Controlo e da Repressão que há anos acompanha de perto a relação dos jovens com a polícia, testemunhou já, noutros processos, “que apareciam coisas nos autos” que “não tinham acontecido”."

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PÚBLICO