Ao longo do mês de junho, assinala-se o Mês do Orgulho LGBTI+, um momento de celebração da diversidade, mas também de reflexão sobre o caminho percorrido e os desafios que persistem na promoção da igualdade, da dignidade e dos direitos das pessoas LGBTI+.
Mais do que uma celebração, o Mês do Orgulho LGBTI+ afirma a importância de cada pessoa poder viver a sua identidade de forma livre, autêntica e segura. Recorda-nos que a igualdade de direitos não é um dado adquirido e que o respeito pela diversidade continua a exigir compromisso, vigilância e ação.
Apesar dos progressos alcançados nas últimas décadas, muitas pessoas LGBTI+ continuam a ser alvo de discriminação, assédio, violência e crimes de ódio. Estas experiências têm impacto na segurança, no bem-estar e na qualidade de vida das vítimas, podendo afetar profundamente a forma como vivem, se relacionam e participam na sociedade.
Na APAV, acreditamos que ninguém deve viver com medo de ser quem é.
Todos os dias, acompanhamos pessoas que foram vítimas de crime e de violência, escutando as suas histórias, reconhecendo as suas experiências e prestando apoio especializado, gratuito e confidencial. Sabemos que a discriminação e os crimes motivados pelo preconceito não afetam apenas quem os sofre diretamente: deixam marcas, condicionam percursos de vida e comprometem o exercício pleno dos direitos fundamentais.
Por isso, promover uma sociedade mais inclusiva significa também criar condições para que todas as pessoas se sintam seguras, respeitadas e apoiadas quando os seus direitos são violados.
Assinalar o Mês do Orgulho LGBTI+ é reafirmar o compromisso com uma sociedade onde a diversidade é valorizada, a dignidade humana é respeitada e nenhuma pessoa é discriminada em função da sua orientação sexual, identidade ou expressão de género.
Porque todas as pessoas têm o direito de viver com liberdade. E todas as vítimas têm o direito de encontrar apoio.










