Comemora-se hoje, dia 7 de Fevereiro, o Dia Europeu da Internet Segura. Em Portugal estas actividades são lideradas pelo Projecto Internet Segura, coordenado pela UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, e envolvendo também a Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC), a Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN), Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação (FDTI) e a Microsoft Portugal.
Serão promovidas mais de 500 acções entre 6 e 18 de Fevereiro em vários pontos do país sobre a utilização segura da Internet, com o objectivo de informar e sensibilizar vários grupos da população sobre como beneficiar em segurança das grandes oportunidades oferecidas pela Internet.
A utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) tem transformado profundamente a maneira como as pessoas vivem – como aprendem, trabalham, ocupam os tempos livres e interagem, tanto nas relações pessoais como nas organizações.
A par de todas as oportunidades e benefícios da utilização das TIC, nomeadamente no acesso ao conhecimento, na aprendizagem, na colaboração entre pessoas e organizações, na inclusão social e na criação de riqueza, é necessário assegurar, como para qualquer outro meio de interacção, mecanismos e estratégias apropriados para a sua utilização segura.
Seminário: "Poder e Autoridade Policiais - O lugar das vítimas" | 23/24 Fev. | ISCPSI (PSP) / ICS/UL
Nos dias 23 e 24 de Fevereiro decorre em Lisboa o Seminário "Poder e Autoridade Policiais: o lugar das vítimas". Este seminário terá lugar no ISCPSI (PSP), no dia 23, e no ICS/UL, no dia 24. Este evento esulta de uma organização conjunta entre o ICS/UL, o ISCPSI e CRIA.
O objetivo do seminário é responder à pergunta: "Qual o lugar das vítimas em geral e das vítimas de violência doméstica em particular na polícia e sociedade de hoje?" Sabemos que esta questão nos leva a refletir sobre os modos como o policiamento tem sido pensado, organizado e ativado em diferentes contextos regionais.
Reunindo um grupo de especialistas sobre os temas, refletindo teórica e empiricamente sobre diferentes casos, este encontro pretende ser um importante marco para o desenvolvimento deste campo de estudos em Portugal.
Livro: "Obrigaste-me a Matar-te - Quando o Amor se transforma em Violência"
A editora Esfera dos Livros acaba de lançar o livro "Obrigaste-me a Matar-te - Quando o Amor se transforma em Violência". Da autoria de Ana Isabel Fonseca e Tânia Laranjo, este livro aborda a questão da Violência Doméstica. Tendo em conta a pertinência da temática abordada, a APAV associa-se a esta edição, marcando presença nas acções de lançamento do livro.
Texto de apresentação: "Esta é a história de Maria. Um relato na primeira pessoa de uma mulher que sonhou com um casamento perfeito e uma vida feliz ao lado de Rui e viveu um verdadeiro pesadelo, entre quatro paredes, durante décadas. Em silêncio, marcada no corpo e na alma pelas mãos, pontapés e palavras malditas do marido, assistindo à violência contra as suas filhas, incapaz de reagir, demasiado assustada, demasiado dependente... até ao dia em que a coragem suplanta a dor e a vergonha, pega numa arma, que mais cedo ao mais tarde a iria matar, e assassina o marido, o pai das filhas, o homem que jurou respeitá-la e amá-la, no cimo de um altar. Esta é a história da Maria, mas poderia ser da Ana, da Sofia, da Francisca, etc., etc., etc... Em 2010 morreram quarenta e três mulheres vítimas de violência doméstica em Portugal, 29 delas já com queixas apresentadas às autoridades. As jornalistas Ana Isabel Fonseca e Tânia Laranjo lidam diariamente com casos de violência doméstica que acontecem todos os dias no nosso país. Esta é uma viagem a um mundo de dor e sofrimento, de sentimentos e vergonha que não pode deixar ninguém indiferente."
No dia 6 de Fevereiro o livro foi apresentado na Fnac Chiado, em Lisboa, com a participação das autoras e de Daniel Cotrim, Psicólogo e Assessor Técnico da Direcção da APAV. A 16 de Fevereiro, pelas 18h30, a apresentação terá lugar no El Corte Inglês, em Vila Nova de Gaia, estando as autoras acompanhadas de Marlene Fonseca, assessora técnica do APAV - Gabinete de Apoio à Vítima do Porto.
Lançamento do livro "Crianças e Internet em Portugal", em véspera do Dia Europeu da Internet Segura
No dia 6 de Fevereiro a investigadora Cristina Ponte, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, lançou uma publicação que recolhe resultados obtidos para Portugal num inquérito europeu, no âmbito do projecto “EU Kids Online”.
Um aspecto interessante da realidade portuguesa abordado no estudo é que, não obstante a generalização (junto da população mais jovem) das iniciativas governamentais “e-escola” e “e-escolinha” como instrumentos de info-inclusão, a taxa de utilização dos computadores portáteis entre a população mais jovem permaneceu reduzida devido ao elevado custo das telecomunicações e daí Portugal ser um dos países onde os alunos mais procuram espaços com Internet gratuita (e.g. bibliotecas) para poderem elaborar os seus trabalhos. Este facto, que ganha mais peso no atual contexto económico, corrobora assim a visão estratégica da UMIC- Agência para a Sociedade do Conhecimento, I.P. para alavancar o potencial da REI (Rede de Espaços Internet) em prol das comunidades locais.
Outra conclusão pertinente resulta da análise dos riscos sexuais online a que as crianças se encontram expostas: “as crianças portuguesas vêem mais imagens de cariz sexual nas bancas dos jornais do que na Internet”.
"Corta com a Violência": campanha contra Violência nas Crianças e Jovens
O Relatório Anual de 2010 do Sistema de Segurança Interna, elaborado a partir dos dados adquiridos no Programa Escola Segura, revela que no Ano lectivo 2009/2010 registaram-se 4713 ocorrências em contexto escolar: 33 em cada 100 ocorrências consistiram em ofensas à integridade física; 27 em furtos, 11 em injúrias e ameaças, sete em situações de roubo e aproximadamente três em ofensas sexuais.
A APAV lança agora a campanha “Corta com a Violência: quem não te respeita não te merece”. O objectivo desta campanha é sensibilizar, em particular os mais jovens, para algumas formas de violência que têm lugar no contexto escola, designadamente o bullying, a violência sexual e a violência no namoro, através de uma abordagem preventiva e simples que não se limita a evidenciar factos mas que é promotora de uma atitude: quem não me respeita não me merece.
Por outro lado, procurou-se chamar a atenção para formas de violência mais subtis e frequentemente menos valorizadas, não apenas pelos jovens mas também pela comunidade em geral: o gozo, a humilhação e intimidação, os comentários e toques de natureza sexual e as atitudes controladoras nos relacionamentos de namoro. Ainda que usualmente menos graves em termos de impacto físico, sabemos que a utilização e tolerância a estes comportamentos podem preceder a ocorrência de actos de violência mais graves.
A APAV, através da sua rede nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima e da sua rede de voluntariado, tem procurado dar visibilidade à violência exercida contra as crianças e os jovens através da sua acção junto dos alunos no seio da comunidade escolar, alertando para as diferentes formas de violência e para a importância de denunciar e pedir ajuda.
Esta nova campanha de sensibilização, desenvolvida mecenaticamente pela agência Cupido, será comunicada através de diversos formatos, em diferentes meios: spots televisivos (canais RTP, Youtube), rádio (grupos RTP e Renascença), imprensa, cartazes e folhetos (distribuição massiva pela comunidade escolar) e web/internet. O spot vídeo foi produzido e realizado pela Ideias com Pernas.
Clique sobre as imagens para ver os cartazes com maior resolução.