As Crianças & Jovens e a Violência & Crime | O trabalho da APAV

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As crianças e jovens representam, pela sua idade, pela maior dificuldade em fazer valer os seus direitos e pela menor capacidade ou autonomia para denunciar e/ou procurar ajuda, um grupo particularmente vulnerável à vitimação. Por isso mesmo, a APAV tem atuado consistentemente no combate e prevenção da violência contra crianças e jovens e na promoção e proteção dos seus direitos.

Estes esforços refletem-se no aumento do número de processos de apoio a vítimas destas faixas etárias. Entre 2000 e 2011, a APAV registou um total de 7.387 processos de apoio a crianças e jovens vítimas de crime e/ou de violência, que se traduziram na identificação de 11.261 crimes. Destes, a maioria (85,7%) corresponde a situações de violência doméstica.

A qualificação dos profissionais para o atendimento a crianças e jovens vítimas de crime e/ou violência é, por isso mesmo, prioridade estratégica da APAV. A aposta na formação contínua e especializada ao nível da compreensão e intervenção na vitimação infanto-juvenil reflete-se na cada vez maior diversidade de módulos sobre estas matérias nos planos anuais de formação da APAV.

Tem ainda envidado esforços para o desenvolvimento de recursos específicos para informar crianças e jovens, como é o caso do website www.apavparajovens.pt, no qual qualquer criança ou jovem poderá consultar informação simples, atrativa e ajustada acerca de diferentes formas de violência, das estratégias de atuação e de procura de apoio, e dos comportamentos de prevenção e de segurança pessoal.

A APAV procura igualmente consciencializar a sociedade em geral para as diferentes formas de violência contra crianças e jovens, através do lançamento de campanhas de informação e sensibilização. Exemplo disso são “Corta com a violência. Quem não te respeita, não te merece.”, “A tua segurança não é um jogo. Fica ligado.” e “Depois do não, pára.”, lançadas em 2012. Poderão consultar mais informações sobre estas e outras campanhas da APAV em http://apav.pt/apav_v2/index.php/pt/e-media/campanhas.

Comunicação: As Crianças & Jovens e a Violência & Crime | O trabalho da APAV

Exposição "Olha" de Valter Vinagre | Galeria Torreão Nascente / Cordoaria Nacional

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A APAV e a Câmara Municipal de Lisboa promovem a exposição de fotografia “Olha”, na Galeria Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, em Lisboa. Esta exposição reúne um conjunto de trabalhos do fotógrafo Valter Vinagre, sendo o resultado de uma colaboração com a APAV, com o objectivo de retratar o universo das vítimas de crime em Portugal.

"Como fotografar o silêncio? Como fotografar o invisível ou o velado? Desde que há fotografia – melhor seria dizer, desde que há imagem – que o problema se põe. Seja porque o que está em causa são conceitos e não realidades tangíveis, seja porque essas realidades se furtam absolutamente ao olhar da câmara. A violência doméstica, entendida como fenómeno alargado, é um destes casos. É omnipresente em todas as sociedades, mas invisível. É ilegal (é mesmo um crime público) na nossa, mas resistente à sanção social e à lei. O que é novo na modernidade não é a violência, mas, por um lado a natureza dessa violência e, por outro, o modo como a vemos e a enquadramos entre o espaço público e privado. O seu território, o seu capital de impunidade é precisamente esse círculo fechado que constitui a privacidade, que deixa à porta o Estado, as leis, a urbanidade exigível aos comportamentos. (...) Poucos assuntos podiam ser menos atraentes e mais destituídos de glamour e de fotogenia como a vida das pessoas vítimas de violência. O circuito mediático guarda-as normalmente para encarniçar em nós a faceta humanista que todos julgamos ter. A serenidade cúmplice das imagens de Valter Vinagre recusa liminarmente essa parasitagem. No fundo elas dizem uma só coisa de diferentes maneiras. Olha. Compreende o que puderes. Se puderes. E age. Se puderes."
Celso Martins

A exposição foi inaugurada no dia 24 de Janeiro e estará patente até dia 23 de Março.

Galeria Torreão Nascente | Cordoaria Nacional
Av. da Índia, Edifício da Cordoaria Nacional, Lisboa
terça a sexta > 10h às 18h
sáb/dom > 14h às 18h
encerra > segundas e feriados

Público: Europa critica estados-membros por não responderem com rapidez ao tráfico de pessoas

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Há cada vez mais vítimas de tráfico de seres humanos na Europa, alerta Comissão Europeia. Mais de 23 mil vítimas dentre 2008 e 2010.

"A Comissão Europeia apontou que são cada vez mais numerosas as vítimas de tráfico de seres humanos dentro da União Europeia e manifestou, esta segunda-feira, a sua "desilusão" por os estados-membros estarem a ser "lentos" a responder a este fenómeno.

De acordo com números da Comissão Europeia – resultantes do primeiro relatório sobre tráfico de seres humanos na Europa –, mais de 23 mil pessoas foram vítimas identificadas ou presumíveis de tráfico no espaço comunitário entre 2008 e 2010, tendo havido um aumento de 18% do número de vítimas mas um decréscimo do número de condenações por esse crime (menos 13%).

Segundo o relatório, o número de vítimas identificadas em Portugal foi de 25 em 2008, 24 no ano seguinte e apenas oito em 2010.

Sublinhando que os números disponíveis para o conjunto dos 27 países da União Europeia (UE) devem ficar muito aquém da realidade, constituindo apenas a “ponta do iceberg”, a Comissão – que cita um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), segundo o qual há 880 mil pessoas na UE que são vítimas de trabalho forçado, incluindo exploração sexual – lamenta que os estados-membros não estejam a dar a resposta adequada ao fenómeno. (...)"

Fonte: Público

CIG lança campanha "Dê um murro na mesa"

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A Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) acaba de lançar uma nova campanha de sensibilização sobre a violência doméstica. Sob o lema “Dê um Murro na Mesa”, esta campanha tem por intuito colocar um fim à violência doméstica.

Segundo informação da CIG, o ano de 2011 ficou marcado pela morte de 27 mulheres às mãos dos seus companheiros e por 28.980 participações do crime de violência doméstica, sendo que 41,5% destes casos foram testemunhados por crianças.

A campanha vem também alertar para o fato da violência provocar graves consequências no crescimento e desenvolvimento das crianças que presenciam estes atos, como medo e vergonha, agressividade e raiva e, ainda, depressão e dificuldades na aprendizagem. Chamando a atenção para estes fatos, a campanha da CIG procura incentivar todos aqueles que vivem numa relação violenta a procurar ajuda, pois há agressões que deixam marcas para sempre.

Informações:
www.cig.gov.pt
facebook.com/darummurronamesa

Novo conteúdo sobre Bullying Homofóbico no site "APAV para Jovens"

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A APAV foi recentemente convidada para colaborar com o Projeto Tudo Vai Melhorar™, que em Portugal é desenvolvido pela Associação Casa e tem como finalidade demonstrar aos jovens LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) os níveis de felicidade, potencial e positivismo que as suas vidas podem alcançar, se conseguirem ultrapassar as dificuldades da sua adolescência.

Como consequência desta colaboração, está agora disponível na página da APAV para Jovens | Projeto LEAD – Inform to Prevent um conteúdo acerca do bullying homofóbico, que consiste em agressões, perseguições ou ameaças motivadas pelo preconceito em relação à orientação sexual ou identidade de género da vítima (seja essa pessoa homossexual, heterossexual, bissexual ou transsexual).

O bullying homofóbico pode ocorrer na forma de bullying físico, sexual, verbal, social e/ou do cyberbullying e pode ser experienciado pela vítima em qualquer fase da sua vida, mas é particularmente recorrente durante a adolescência. Para mais informações sobre o tema, aceda à página do Projeto LEAD – Inform to Prevent.

Na página do Projeto Tudo Vai Melhorar™ foram disponibilizados os contactos da APAV dentre os recursos de apoio disponíveis ao público-alvo (adolescentes e jovens LGBT) e será futuramente divulgado um vídeo institucional desenvolvido pela APAV.

Esta parceria possibilitará uma maior divulgação de informações sobre o bullying homofóbico e de mensagens positivas a jovens LGBT que sejam alvo desta conduta, incitando-os a procurar apoios especializados, como o disponibilizado pela APAV, e a acreditar que tudo pode melhorar num futuro próximo, desde que se tenha ajuda.