Ter um/a amigo/a ou familiar vítima

Apoiar um/a amigo/a ou um familiar

A ajuda inicial de um amigo ou amiga ou de um familiar pode ser crucial para que a vítima de violência doméstica fale e peça ajuda para tentar sair da situação de violência em que vive e com que tem de lidar sozinha.

O silêncio facilita a existência e a continuação da violência. O papel do/a amigo/a ou do familiar pode ser o início do fim da violência.

TOME ATENÇÃO AOS SEGUINTES PORMENORES:

Se o/a seu/sua amigo/a ou familiar está…

  • anormalmente bastante nervoso/a ou deprimido/a;
  • cada vez mais isolado dos amigo/as e familiares;
  • muito ansioso/a sobre a opinião ou comportamentos do seu/sua namorado/a ou companheiro/a;
  • com marcas não justificadas e mal explicadas, por exemplo, de nódoas negras, cortes ou queimaduras;

 

Ou se o/a namorado/a ou companheiro/a do seu/sua amigo/a…

  • desvaloriza e humilha o/a seu/sua amigo/a à sua frente e de outras pessoas;
  • está sempre a dar ordens ao/à seu/sua amigo/a e decide tudo de forma autoritária;
  • controla todo o dinheiro, os contactos e saídas sociais do/a seu/sua amigo/a.

 

O que fazer se souber ou suspeitar que uma pessoa idosa amiga é vítima de crime?

  • Denunciar a situação às autoridades policiais ou aos Serviços do Ministério Público;
  • Ajudar a pessoa idosa a contactar a APAV para iniciar um processo de apoio;
  • Insistir que deve ser a vítima a tomar as suas decisões e a gerir a sua própria vida.

 

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Podem indicar que o/a seu/sua amigo/a pode estar a ser vítima de violência doméstica. Contacte a APAV: 116 006 ou através da Rede Nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima ou This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

 

O que não deve fazer

Se o/a seu/amigo/a ou familiar está a ser vítima de violência doméstica ajude-o/a a procurar apoio (contacte a APAV: 116 006 ou através da Rede nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima ou This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.), mas NÃO FAÇA o seguinte:

  • dizer à/ao seu/sua amigo/a o que fazer: a decisão é sempre da vítima;
  • dizer-lhe que ficará desapontado/a se o seu/sua amigo/a não fizer o que lhe disse para fazer ou se voltar para o/a agressor/a;
  • fazer comentários que possam culpabilizar a vítima por ser vítima;
  • tentar fazer “mediação” entre a vítima e o/a agressor/a;
  • confrontar o/a agressor/a, porque pode ser perigoso para si e também para a vítima.

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Ajudar como amigo/a ou familiar uma vítima de violência doméstica não significa ter de resolver pelos próprios meios a situação ou salvar a vítima.
Por outro lado, é importante estar consciente que deixar uma relação violenta pode ser difícil, perigoso e moroso.

Porque uma vítima se mantém numa relação violenta

EXISTEM VÁRIAS RAZÕES PARA UMA VÍTIMA SE MANTER NUMA RELAÇÃO VIOLENTA, MESMO QUE ESTAS POSSAM PARECER ESTRANHAS A QUEM NÃO É VÍTIMA:

  • muitas das vítimas podem não reconhecer o comportamento do/a seu/sua namorado/a ou companheiro/a comoviolento;
  • recear ser discriminado/a se se assumir como vítima de violência doméstica ao procurar ajuda e apoio;
  • ter esperança que a situação se vá resolver com o/a seu/sua parceiro/a e que ele/a mudará e deixará de ser violento/a;
  • desejar continuar a investir neste relacionamento (dependência emocional, dificuldade em aceitar que a relação não resultou);
  • não querer deixar a casa, os seus pertences, os filhos ou animais de estimação;
  • temerem a reacção do/a agressor/a se abandonarem a relação;
  • estarem dependentes económica ou financeiramente do/a agressor/a;
  • não querer perder o estatuto social ou económico;
  • sentir vergonha de que as outras pessoas saibam que é vítima de violência doméstica;
  • não se sentirem com forças suficientes para enfrentar a situação de ruptura.

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