Voluntariado na APAV

 

O VOLUNTÁRIO NA APAV

O voluntário da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima é aquele que, respeitando os princípios consagrados nos estatutos da Associação, e nos termos do contrato-programa que celebra com a APAV, presta a sua actividade de voluntariado de forma desinteressada, livre e responsável, contribuindo, directa ou indirectamente, para o sucesso do apoio às vítimas de crime, aos seus familiares e/ou amigos.

Na APAV, o voluntariado pode ser exercido em duas modalidades distintas, estando a finalidade do apoio à vítima presente nas duas, ainda que na primeira de forma mais directa do que na segunda:

voluntariado social para o atendimento à vítima: esta modalidade abrange os voluntários que atendem directamente a população. Nesta modalidade, o acompanhamento e avaliação por parte do/a Gestor/a passam por garantir que os pressupostos e as acções típicas do apoio à vítima estão a ser cumpridos;

voluntariado social para outros serviços: esta modalidade abrange os voluntários com ou sem formação académica superior que, em vários âmbitos, que não o do atendimento a vítimas, colaboram com a APAV. São exemplos desta modalidade investigadores, tradutores, relações públicas, secretários, designers, enfermeiros, médicos, etc. Uma das figuras deste voluntariado para outros serviços é a do Amigo Pro Bono.

 

 

 

 

AMIGO PRO BONO

O Amigo Pro Bono da APAV é um profissional qualificado em áreas especializadas (por exemplo, Advocacia, Psicologia Clínica, Psiquiatria, Marketing, Design, Informática, Medicina, etc.), que, não podendo dispor de horas por semana para estar presencialmente na APAV a apoiar as suas actividades, fá-lo dentro do seu horário de trabalho e a partir dos seus locais de trabalho. Por exemplo:

» um/a advogado/a pode receber um, dois ou mais casos de vítimas particularmente vulneráveis Pro Bono por ano;

» um designer pode em regime Pro Bono elaborar o design de uma publicação da APAV (um manual de procedimentos, por exemplo);

» um informático pode criar uma base de dados para a APAV.

 

 

O TÉCNICO DE APOIO À VÍTIMA VOLUNTÁRIO

O Técnico de Apoio à Vítima Voluntário (TAVV) com um vínculo de compromisso voluntário e, portanto, gratuito, à Associação presta serviços de apoio directo às vítimas de crime que procuram a APAV.

O compromisso do TAVV envolve a prestação de voluntariado no mínimo de uma manhã ou tarde por semana (4 horas) de acordo com a disponibilidade do voluntário e as necessidades da APAV, num período mínimo de 6 meses.

O apoio às vítimas de crime molda-lhe um perfil de competências sem as quais não poderá desempenhar adequadamente o seu papel.

Podem apontar-se duas vertentes de competência sem as quais o TAVV não pode servir adequadamente a APAV: a competência pessoal e a competência técnica.

Para além de possuir estas duas competências, o TAVV deve ainda promover em si próprio a existência de condições pessoais para o desempenho da sua actividade, bem como contribuir para um saudável ambiente de trabalho, fundamental para que o labor desenvolvido atinja padrões mais elevados.

 

 

COMPETÊNCIA PESSOAL

Esta é a competência que todo o voluntário social deve ter. A natureza e os meios de cada determinam as várias dimensões que deve integrar. Na APAV, estas dimensões deverão ser, sobretudo:

relacional: só a pessoa que gere de modo adequado as suas relações humanas, isto é, que manifesta um comportamento relacional pacífico e minimizador de conflitos para com os que lhe são próximos, reúne também capacidades para conviver com todas as pessoas que passam diariamente pelo GAV, desde a população que solicita apoio até ao/à Gestor/a e à restante equipa;

tolerância e respeito: o TAVV deve manifestar um comportamento não-etnocêntrico, respeitando os valores e costumes culturais das vítimas sem impor os seus, desde que aqueles não colidam com as normas constitucionais ou legais vigentes;

autogestão emocional: de igual modo, só a pessoa que manifesta adequada gestão emocional das suas vivências é capaz para o atendimento a vítimas de crime, função de reconhecida exigência, por força das populações que recorrem ao GAV, com múltiplas problemáticas;

estas realidades, e outras, como a exposição do TAVV a eventuais ameaças por parte de agressores de vítimas em processo de apoio, podem ser delicadas para o seu equilíbrio emocional, também dependente da vida pessoal, cuja dinâmica relacional com as ocupações profissionais é evidente, pelo que saber gerir a própria realidade emocional, o stress adicional dos trabalhos no GAV e a frustração que por vezes trazem, constitui um lugar de obrigatoriedade para o TAVV;

vocação, disponibilidade e vontade pessoal para a solidariedade social: esta vocação, de natureza exclusivamente pessoal, ainda que legitimada e tornada pública nas sociedades de todos os tempos e, em particular, nas sociedades contemporâneas, é exigência visível na própria natureza jurídica da APAV: Instituição Particular de Solidariedade Social; se o TAVV não detiver intrinsecamente esta vocação, não poderá corresponder positivamente às solicitações inerentes ao seu papel, ou seja, se o princípio da solidariedade social não tomar lugar no seu quadro axiológico de referência, o seu trabalho será vão, desprovido do sentido de missão.

sentido de compromisso e responsabilidade para assumir tarefas num período mais ou menos longo no tempo: a estabilidade da equipa de TAVV é factor indispensável para o bom funcionamento dos GAV e, particularmente, para a eficácia dos processos de apoio à vítima.

 

 

COMPETÊNCIA TÉCNICA

A competência técnica do TAVV abrange duas dimensões:

académica: o TAVV que tenha concluído, ou esteja a concluir, uma formação académica, tem competência técnica na área científica da sua formação. Esta competência virá certamente a ser aprofundada ao longo do seu percurso na APAV, por força quer das solicitações resultantes dos processos que desenvolve, quer da formação que vai recebendo;

dos procedimentos de apoio à vítima: o TAVV que tenha concluído a formação inicial sobre o apoio à vítima; que siga o Manual de Procedimentos dos Serviços de Apoio à Vítima de Crime; que revele domínio sobre os pressupostos teóricos e sobre as práticas quotidianas do GAV e que respeite o Código de Conduta, tem competência técnica no âmbito do apoio à vítima.

 

 

CONDIÇÕES PESSOAIS

O TAVV, ao lidar diariamente com as problemáticas das vítimas, está exposto tanto à frustração constante (quer pela desistência das vítimas dos seus processos de apoio, quer pelas dificuldades próprias deste processo), como ao stress adicional.

Assim, e para responder adequadamente à frustração e ao stress, o TAVV deve reunir, além das competências acima descritas, condições que se geram na sua própria vida pessoal, ao manter um estilo de vida que privilegie a saúde física e psicológica e as melhores estratégias para a alcançar.

Complementarmente, deve saber discernir quais os momentos em que, precisamente devido à inexistência dessas condições pessoais, a sua intervenção junto de uma vítima de crime, ao invés de se revelar favorável, tem um impacto negativo. Situações como a fadiga no limite da exaustão, o luto, a depressão, perturbações afectivas significativas ou preocupações com o estado de saúde de um ente querido, por exemplo, serão de considerar se se tornarem difíceis na actividade quotidiana da Associação. Mas também o simples desgaste inerente à vida quotidiana pode ser uma condicionante temporária de relevo.

 

 

» FICHA DE CANDIDATURA

 

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