Testemunhos de Voluntários

 

“Os motivos que me levaram a procurar o voluntariado na APAV foram a necessidade de sentir que estava a ajudar e a contribuir de forma positiva e activa para a sociedade, ao mesmo tempo que vou adquirindo experiência na minha área profissional, permitindo-me evoluir e desenvolver-me como psicólogo.

Foi com grande satisfação que encontrei na APAV uma equipa que partilha desses sentimentos e ideais e a oportunidade de contribuir para a resolução de muitas situações complicadas que, de outra forma, não teriam atenção e auxílio. O trabalho que a APAV desenvolve próximo dos seus utentes, as vítimas de crime, é de importância extrema, pois na maior parte dos casos surge como a única entidade ou organismo a prestar auxílio a estas pessoas numa altura de necessidade.

É também com enorme satisfação que vemos os nossos utentes a reconstruir as suas vidas, a criar um novo projecto de vida, um projecto que não inclui vitimação, mas sim bem-estar, auto-realização, motivação, e uma grande vontade de vencer e ser feliz.

O voluntariado na APAV fez com que eu evoluísse, tanto como ser humano como profissional, e o trabalho dos voluntários, no dia a dia, é a força da instituição, e é o que permite à mesma chegar aos seus utentes, marcar a diferença e mudar vidas para melhor.”

Pedro Machado
25 Anos
Psicólogo
Voluntário no Gabinete de Apoio à Vítima do Porto

 

 

“Tendo acabado a licenciatura em Educação Social recentemente decidi, ainda no decurso formativo, escolher uma instituição para me oferecer como voluntário visando obter uma experiência profissionalizante que me oferecesse novos conhecimentos, enriquecesse o meu currículo e satisfizesse a minha necessidade de altruísmo. Encontrei na APAV uma instituição que, para o seu funcionamento, aposta fortemente num sistema de voluntariado onde a organização, formação contínua e responsabilização do voluntário são estratégias presentes. Confesso que, num primeiro momento, foi esta filosofia da APAV que mais pesou na minha escolha.

A minha experiência tem sido, a vários níveis, bastante gratificante. Encontrei no Gabinete de Apoio à Vítima de Santarém uma equipa entusiasmada onde a partilha de conhecimentos se faz de uma forma aberta e enriquecedora.

Ao longo deste tempo, despertei para a causa da APAV. Presenciei testemunhos impressionantes nos atendimentos feitos. Histórias de vidas dilaceradas, como por exemplo na violência doméstica, que mostram que o ser humano pode, mesmo quando tudo parece desfeito e perdido, reiniciar, levantar-se, reinventar-se e reconstruir uma nova vida tão ou mais bela que aquela que já teve.

A vontade das vítimas de porem cobro a sua história de vitimação é condição sine qua non. Contudo, o contributo dos técnicos é fundamental nestes processos pois parte deles, por vezes, o impulso para o desencadear da vontade de mudança das vítimas e/ou denuncia dos casos. Os Técnicos de Apoio à Vítima oferecem às vítimas o apoio psicológico, jurídico e social essencial para minimizarem o sentimento de insegurança que uma vítima de crime sente. Na APAV o voluntário sente-se responsabilizado e, por isso, valorizado.”

Nuno Godinho e Cunha
30 Anos
Técnico Superior de Educação Social
Voluntário no Gabinete de Apoio à Vítima de Santarém

 

 

“Quando procurei a APAV para exercer voluntariado, sabia de antemão que não seria uma tarefa fácil, uma vez que o apoio à vítima de crime contempla algumas especificidades a nível profissional e também pessoal. Trabalhar nesta instituição não é ficar circunscrito à nossa área de formação, é conseguir dar respostas de cariz multidisciplinar às necessidades de cada utente. Foi esta vertente que me entusiasmou a constituir-me como voluntário desta instituição e gratificação pessoal que obtenho retiro-a sempre que podemos efectivamente corresponder às expectativas dos utentes que nos procuram. Paralelamente, o ambiente de partilha e de camaradagem que se estabelece entre os Técnicos de Apoio à Vítima é também uma mais-valia no desempenho da minha função. Funcionamos como uma rede coesa onde todos os esforços confluem em nome do superior interesse da vítima de crime.

O silêncio é o grande cúmplice da vitimação. Muitas vezes, é um silêncio que anda de mão dada com o medo e com a vergonha. Os voluntários são uma força importante nos Gabinetes de Apoio à Vítima. O voluntariado nesta instituição é um trabalho enriquecedor e desafiador a vários níveis, onde cada história toca de diferentes maneiras e a gratificação retira-se de cada pequena vitória, do quebrar das barreiras intransponíveis do silêncio, de cada história partilhada e das diligências efectuadas para apoiar os nossos utentes. Porque esperas? Está ao alcance de cada um fazer algo.”

Mário Veloso
23 Anos
Psicólogo
Voluntário no Gabinete de Apoio à Vítima de Coimbra

 

 

 

 

“Seis meses após a aposentação, senti necessidade de me ocupar. Simultaneamente, senti necessidade de oferecer a minha capacidade de trabalho a uma instituição particular de solidariedade social. Acabei por entrar na APAV, onde trabalho como voluntária na Unidade de Estatística, desde 2004. É gratificante esta PERMUTA. Convido-vos a, pelo menos, experimentar. A vida, no fundo, é feita de trocas. Especialmente quando falamos da ajuda aos outros.”

Conceição Chinita
60 Anos
Economista
Voluntária na Unidade de Estatística da APAV

 

 

“Decidi trabalhar como voluntária na APAV essencialmente por dois motivos: estaria a trabalhar na minha área de formação e poderia ajudar um grupo de pessoas em risco. Constatei que, na maioria das vezes, o único apoio que estas pessoas recebem ao longo de todo um percurso de vida é o nosso. E é por esse motivo um orgulho poder dizer: Eu posso ajudar, posso ter um papel útil na sociedade e fazer a diferença.

Sinto-me realizada como Técnica de Apoio à Vítima Voluntária. Não há compensação maior que poder ajudar alguém que está numa situação de grande debilidade, revolta e tristeza, sem forças para seguir em frente.

É bom que as vítimas de crime possam perceber que não devem nunca desistir de lutar, que o destino não está traçado e sobretudo que elas podem alterar as suas vidas, tornando-as melhores. É preciso coragem e não ter vergonha de pedir apoio. Nós existimos para isso mesmo, para prestar esse apoio!

Ser voluntário na APAV é uma experiência única e muito enriquecedora, a nível profissional mas sobretudo a nível pessoal. Podemos ensinar muito mas aprendemos, sem dúvida, muito mais...”

Ana Cruz Lourenço
28 Anos
Jurista
Voluntária no Gabinete de Apoio à Vítima do Porto

 

 

“Há um mundo de emoções e de vivências na vitimação que leva a percorrer caminhos sinuosos. Dolorosos, intensos, reflexivos. Mas também de busca das causas, dos motivos. Pode e deve ser um caminho que inspira a mudança, a transformação interior e exterior. Não há ninguém que não tenha a capacidade de potenciar as escolhas da sua vida. Por isso sou voluntária. Para sentir, intervir, acompanhar, viver com o outro, o crescimento da liberdade e da autonomia no caminho que escolhemos na vida.”

Cláudia Abafa
32 Anos
Psicóloga
Voluntária no Gabinete de Apoio à Vítima de Cascais

 

 

“Ao longo da minha prática profissional, venho constatando que o Estado concede às vítimas de crimes um acesso à Justiça, na acepção mais restrita possível da expressão. Coloca à sua disposição os tribunais e os órgãos de polícia criminal e garante a isenção do pagamento de taxas de justiça e honorários de advogado às pessoas mais desfavorecidas. Mas tudo isso não basta. É preciso que, no meio deste complicado processo, a vítima encontre alguém disposto a sentar-se à mesma mesa que ela, com motivação suficiente para escutar os seus problemas e ajudá-la a analisar as soluções possíveis.

A APAV é quase sempre uma boa descoberta, quer para quem junto dela procura apoio, quer para os profissionais interessados em prestar voluntariado. Noto que de ambos os lados também existe insatisfação. Há situações em que a vítima estava a contar com mais da nossa parte; outras vezes é o técnico que sente a frustração de não poder ir mais além. Quanto a isto é que só há uma solução possível: continuar a trabalhar cada vez mais e melhor, com um corpo de pessoas dinâmicas, efectivamente empenhado em responder às legítimas expectativas de quem precisa da nossa ajuda.”

Ricardo Vitorino
31 Anos
Jurista
Voluntário no Gabinete de Apoio à Vítima do Porto

 

 

 

 

“Quando decidi ser voluntária, foi para a APAV que dirigi a minha disponibilidade, porque considero que a Associação realiza um trabalho fundamental – o da dignificação da pessoa. Claro que, subjacentes a esta decisão, estiveram presentes dois motivos: a vontade de contribuir com a minha experiência e com a minha vivência junto de pessoas que necessitam de apoio e, por outro lado, o saber que iria crescer e aprender profissional e pessoalmente. E, de facto, assim tem sido!

Se, por um lado, sinto que o meu trabalho está a contribuir para uma vida mais saudável relativamente às pessoas que acompanho, de uma outra maneira estou consciente do que eu própria tenho apreendido. Tal aprendizagem permite-me estar, compreender e apoiar os outros com uma atitude mais integradora.

Tenho constatado, quer pelos atendimentos pessoais, quer pelos atendimentos telefónicos, que nem sempre é simples tomar a decisão de pedir ajuda. Uma baixa auto-estima, uma grande necessidade de ser gostado, transformam-se, por vezes, nos ingredientes necessários e potenciadores de vidas disfuncionais. Mas tenho, igualmente, verificado algo: quando a pessoa quer, consegue libertar-se de tudo quanto aparentemente a prende e mudar os padrões habituais de vida. O primeiro passo é pedir ajuda!

Na APAV encontrei, ainda, uma outra circunstância que considero muito importante: a equipa. O grupo multidisciplinar de profissionais é excelente. Há trabalho em equipa, profissionalismo e boa disposição. E … há sempre espaço para mais voluntários.Sem querer parecer lamechas, mas não resisto: obrigada a todos!”

Maria da Conceição Viterbo
49 Anos
Psicóloga
Voluntária no Gabinete de Apoio à Vítima do Porto

 

 

“A APAV é uma associação em que se pode dar apoio jurídico, psicológico e social a pessoas vítimas de violência. É extremamente gratificante poder ajudar e apoiar estas pessoas; e ver como conseguem ultrapassar e resolver problemas tão complexos. Nunca é tarde para se reestruturar a vida depois de uma situação traumática.”

Maria José Sousa Canavarro
31 Anos
Psicóloga
Voluntária no Gabinete de Apoio à Vítima de Cascais

 

 

“A minha integração na equipa de voluntários da APAV surgiu um pouco ao acaso, visto não ter existido uma candidatura prévia da minha parte. A ponte com a instituição foi efectuada através de uma amiga que estava inscrita para o efeito, mas que se encontrava indisponível no momento em que a APAV necessitava de colaboração, facultando nesse seguimento o meu contacto. De qualquer das formas sempre fui uma cidadã activa e integrei alguns projectos de cariz voluntário, pelo que foi aprazível o convite para apoiar a equipa da área da formação e estatística. É motivante termos a consciência que com estes bocadinhos de nós podemos contribuir para o melhor funcionamento de instituições que prestam serviços à sociedade e cuja missão é meritória.

As minhas funções assentam na análise estatística dos projectos formativos da APAV, podendo, desta forma, ter a possibilidade de ser uma voluntária-Amiga Pro Bono. Isto é: posso trabalhar a partir de casa, o que me facilita em termos de gestão de horários visto ter um emprego a tempo inteiro.

Todos nós enquanto cidadãos detemos competências e aptidões que podemos pôr ao serviço dos outros com o intuito de um bem comum. Não é necessário o dispêndio de muito tempo, não distingue idade, sexo ou raça, e muito menos habilitações, pois a contribuição pode ser prestada nas mais diversas áreas. Votos motivadores!”

Andreia Marques
24 Anos
Socióloga
Voluntária no Centro de Formação da APAV

 

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