• banner CARE 404x132
  • banner cansada

Prémio APAV para a Investigação 2017: Candidaturas abertas

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima promove em 2017 a terceira edição do Prémio APAV para a Investigação, com o apoio da Fundação Montepio.

O Prémio APAV para a Investigação destina-se a premiar trabalhos de investigação científica sobre temas ou problemas relacionados com a missão da APAV: “Apoiar as vítimas de crime, suas famílias e amigos, prestando-lhes serviços de qualidade, gratuitos e confidenciais e contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas, sociais e privadas centradas no estatuto da vítima”.

Estão abertas as candidaturas para o Prémio APAV para a Investigação 2017. A data limite para o envio das candidaturas é 30 de Junho de 2017.

Condições gerais:
- O Prémio APAV será atribuído anualmente pela APAV a um trabalho inédito, desenvolvido em língua portuguesa.
- O Prémio APAV será atribuído a um trabalho que contribua para o conhecimento geral ou específico dos temas ou problemas relacionados com as vítimas de crime, ou para a melhoria de qualidade dos serviços de apoio à vítima em Portugal.
- O Prémio APAV será atribuído a um trabalho desenvolvido em áreas científicas diversas, tais como Direito, Psicologia, Serviço Social, Sociologia, História, Economia, Saúde, Antropologia, Criminologia, Vitimologia, Pedagogia, etc.

Formulário de Candidatura [Link]
Consulte aqui o Regulamento [PDF].

Informações e candidaturas:
apav.pt/premioapav2017

APAV inaugura Unidade de Apoio à Vítima Migrante de Vila Franca de Xira

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima inaugurou no dia 3 de Abril de 2017 uma nova unidade especializada de apoio, a Unidade de Apoio à Vítima Migrante (UAVM) de Vila Franca de Xira. Este novo serviço de apoio da APAV conta com o cofinanciamento do Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração, cujo público-alvo são pessoas nacionais de países terceiros.

A Unidade de Apoio à Vítima Migrante é uma unidade especializada no apoio a cidadãos imigrantes vítimas de crime e a cidadãos vítimas de discriminação. A UAVM tem como objectivo responder às problemáticas destes públicos-alvo, que tendo em conta a sua especial vulnerabilidade, são alvos preferenciais de diversos tipos de crime e que carecem de apoio especializado. Algumas das problemáticas mais comuns são: situações de exploração sexual, de burla relativa a trabalho ou emprego, de extorsão ou subtracção de documentos, de não pagamento de salários, de ameaças, de injúrias, de discriminação em arrendamento e em estabelecimentos comerciais, entre muitas outras situações.

Unidade de Apoio à Vítima Migrante | Vila Franca de Xira
Rua Noel Perdigão 5, 4º Dto.
2600-218 Vila Franca de Xira

Horário: 10h00-13h00 / 14h30-18h00 (dias úteis)

263 096 657 | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Seminário APAV | 10 Anos da Casa de Abrigo ALCIPE: "Práticas e Reflexões para o Futuro no Acolhimento de Vítimas de Violência Doméstica"

 

Assinalando os 10 Anos da Casa de Abrigo ALCIPE, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima promoveu o Seminário "Práticas e Reflexões para o Futuro no Acolhimento de Vítimas de Violência Doméstica". O seminário teve lugar no Auditório Camões, em Lisboa, no dia 29 de Março, e contou com a participação de um conjunto de técnicos e especialistas que abordaram o presente e o futuro no acolhimento a vítimas de violência doméstica.

Informações:
apav.pt/seminarioalcipe

"10 Anos, 10 Histórias" | APAV apresenta site de entrevistas a dez antigas utentes da Casa de Abrigo Alcipe

No âmbito do 10.º aniversário da Casa de Abrigo Alcipe, a APAV lança o projeto "10 Anos, 10 Histórias" - um site com que cruza o caminho de 10 mulheres que encontraram na Casa de Abrigo Alcipe da APAV a segurança, o tempo e a força para reconstruir uma vida que em muitos casos não imaginavam poder existir.

A 27 de Setembro de 2006, a Casa de Abrigo Alcipe acolhia a primeira mulher vítima de violência doméstica. Volvidos 10 anos, lançámos a nós próprios o desafio de não somente assinalar a efeméride, mas de colocar o discurso na primeira pessoa e demonstrar a realidade deste universo pelos olhos de quem a viveu.

Com um ponto em comum, estas são as histórias de quem deixou tudo para trás em busca de um novo caminho. De Norte a Sul do país, dos 24 aos 67 anos, este projeto reúne a voz de dez mulheres que depois de meses, anos ou até décadas como vítimas de violência doméstica, conseguiram abrir o círculo da privacidade que encerra a violência numa esfera perpetuadora da impunidade.

As vozes da Ana, da Carmina, da Cláudia, da Conceição, da Ivone, da Juliana, da Léa, da Maria Helena e da Mariana e da Palmira - as últimas duas com nomes fictícios - conduzem-nos por histórias de violência onde o medo e a vergonha são agentes comuns de uma vida constantemente adiada.

São 10 histórias de percursos desencontrados, nos mais diversos contextos, mas de experiências e sentimentos partilhados. São 10 mulheres que não se conhecem, mas que, em diferentes eixos temporais, percorreram os mesmos corredores na Casa de Abrigo Alcipe, onde encontraram a segurança e o apoio que lhes permitiu refazer uma nova vida, livre de violência.

Vindas de um passado comum, hoje olham para trás e não reconhecem a pessoa que foram. Assentes no presente, projetam um futuro na certeza de que nenhum obstáculo será maior do que o passado superado.

Em apav.pt/10anos10historias poderão conhecer um pouco do percurso e das vivências destas 10 mulheres que nos ensinam, a cada momento, a coragem de uma vida recomeçada e reaprendida. Na primeira pessoa, contamos histórias de sucesso, de aprendizagem e crescimento.

As fotografias e os vídeos que compõem o projeto são da autoria de Pedro Sadio e Sara Vitória, que de forma voluntária se associaram ao projeto.


Site: 10 Anos, 10 Histórias

Relatório Anual da APAV 2016: os números da prevenção & apoio

A necessidade de assegurar os direitos a quem é vítima de crime

Em vésperas da apresentação pelo Governo da República do Relatório Anual de Segurança Interna relativo a 2016 (RASI 2016) à Assembleia da República para sua apreciação anual, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), como maior organização nacional sem fins lucrativos de apoio às vítimas de todos os crimes, seus familiares e amigos, vem contribuir para a análise e conhecimento da criminalidade e vitimação apresentando o seu Relatório Anual 2016 | Estatísticas APAV.

É oportunidade para sublinhar a necessidade de tornar efetivos, para além do texto da lei, os direitos de quem sofre um crime. Para quem é vítima de crime em Portugal, independentemente do tipo de crime, há muito que tarda a garantia de que os seus direitos são reconhecidos de forma efetiva na prática diária das instituições com que tem lidar na sequência daquela ocorrência. São direitos tão básicos como o de informação - pressuposto imprescindível, aliás, para acesso aos restantes -, proteção e segurança, indemnização, receção de comprovativo da queixa, audição durante o processo, entre outros. Sucede, contudo, que alguns destes direitos vão sendo cumpridos de forma não sistemática e errática, e outros nem isso.

Neste quadro, e face à inovação da inclusão no programa de governo do XXI Governo Constitucional de uma atenção específica às vítimas de todos os crimes e ao exercício dos seus direitos, é devida uma especial atenção às vítimas da criminalidade, independentemente de ter aumentado ou diminuído por categoria e subcategoria de tipo de crime.

Os dados estatísticos agora disponíveis reportam-se aos processos de apoio desenvolvidos presencialmente, por telefone e online, no ano transato, pelos 23 serviços de proximidade da APAV: pela rede nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima, pela Linha de Apoio à Vítima (116 006), pela rede nacional de Casas Abrigo e pelas redes especializadas de apoio a vítimas migrantes, familiares e amigos de vítimas de homicídio e crianças e jovens vítimas de violência sexual.

A análise dos destaques efectuados neste relatório permite aferir os diferentes contextos da vitimação, designadamente os diferentes tipos de vítimas. Como sejam as 1.009 pessoas idosas (+65 anos) vítimas de crime (em média 3 por dia e 19 por semana); as 826 crianças e jovens (em média 2 por dia e 16 por semana); as 5.226 mulheres adultas (em média 14 por dia e 100 por semana) e os 826 homens adultos (em média 2 por dia e 16 por semana).

No âmbito da formação e da sensibilização e prevenção da violência e do crime foram ministradas 732 atividades formativas, abrangendo 32.239 formandos/participantes.

Destacam-se neste Relatório os dados relativos ao trabalho da APAV na prevenção secundária e terciária, isto é, no apoio direto às vítimas de crime (secundária) e nos cuidados de reabilitação e a reintegração das vítimas (terciária). Porém, a APAV tem também investido na prevenção primária, intervindo para prevenir a vitimação.


Relatório Anual 2016 | Estatísticas APAV (PDF)